Canções Nómadas

de Carla Galvão, Fernando Mota e Rui Rebelo Categoria: Teatro + Música | Público: 3 aos 6 anos

Sinopse

CANÇÕES NÓMADAS é um espetáculo-itinerário que procura ligar o Mundo através de canções de várias culturas e continentes. Na escrita desta diáspora musical lançámos um apelo a amigos e amigos de amigos e amigos de amigos de amigos para que nos enviassem a sua canção de embalar favorita do seu país. Das muitas que recebemos, houve uma mão cheia delas em espanhol, catalão, sueco, japonês, napolitano, inglês e até em português de Portugal e do Brasil, que decidiu ficar connosco e dar corpo a este mapa de afectos.


Com malas e vassouras, peixes de madeira e latas de atum, tigelas e copos de cristal construímos os instrumentos musicais de navegação que nos guiassem nesta partitura itinerante, com forte componente visual.


Uma criação de Carla Galvão, Fernando Mota e Rui Rebelo que aprofunda a linguagem cénica multidisciplinar desenvolvida em projectos anteriores, tais como MOTOFONIA, NANA NANA e PEIXE LUA, num espectáculo para maiores de 3 anos.


Uma encomenda da Fábrica das Artes e estreou na Black Box do CCB a 5 de Junho de 2014.

Info

Para mais informações sobre este projeto, por favor contactar:

Canções Nómadas: Fernando Mota (tubofone@gmail.com)

 

Vamos...?

(Estas linhas são escritas numa estação de combóios. Nada mais adequado a um espectáculo que sonhou ser cigano.)

Somos nómadas. E muitas vezes nos esquecemos que para os outros nós somos “os outros”. Os estrangeiros. Os estranhos. Os diferentes. Tememos o desconhecido. O que é outra forma de dizer: temos medo dos outros porque somos ignorantes.

Um dia enviámos uma mensagem a uma amiga japonesa que vive em Paris e que foi mãe há pouco tempo pedindo-lhe que nos dissesse qual a sua canção de embalar japonesa preferida. Enviou-nos três: A que a mãe dela lhe cantava. Mas era muito triste. A que ela achava mais bonita mas era muito difícil para ela. E era muito triste. E a que ela canta normalmente à sua filha. E também era muito triste. “As canções de embalar japonesas são todas muito tristes.” - disse. Eram todas tristes e muito bonitas. Escolhemos a “Takeda no komoriuta” e iniciámos a escrita de um mapa de afectos pedindo exactamente o mesmo a amigos de amigos de amigos de todos os continentes.

Dos quatro cantos que o mundo teria se fosse quadrado e plano nos chegaram canções em grego, sueco, espanhol, crioulo, inglês, zulu, alemão, hindi, húngaro e até em português, a língua desse povo intrínsecamente nómada que há muitos séculos atrás saiu da sua “zona de conforto” para acrescentar mundos ao mundo, como diziam os manuais escolares de uns rapazitos que hoje envergam fatos cinza-escuro e papagueiam expressões como essa.

Nunca pensámos que um pedido tão simples pudesse emocionar e entusiasmar tanto tantas pessoas. De tal forma que, deparando-nos com a dificuldade em resumir toda esta diáspora musical em pouco mais de trinta minutos, tivemos de considerar que este espectáculo na verdade se deveria chamar Canções Nómadas - Parte I.

Havemos de voltar aqui. Onde nunca antes estivémos.

Já chegámos...?

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Nomad Songs / Chansons Nomades

by | auteurs : Carla Galvâo, Fernando Mota, Rui Rebelo

Category: Theatre / Music | Catégorie: Théâtre/musique

Target audience: 3 to 10-years old | Tranche d’âge : de 3 á 10 ans

 

A roadmap performance that aims to connect the world through the use of songs from around the globe, thus creating a musical world atlas.
Spectacle-parcours qui cherche à relier le Monde à travers les chansons de plusieurs cultures et continents, créant un atlas mondial musical.

 

Performance | Interprètes : Carla Galvão, Fernando Mota, Rui Rebelo

Coproduction CCB / Fábrica das Artes (2014)

 

Imagens Promocionais

Vídeos Promocionais

Ficha Artística

Conceção e Interpretação Carla Galvão, Fernando Mota e Rui Rebelo

Realização Plástica Marco Fonseca

Desenho de Luz Jochen Pasternacki

Fotografias Susana Paiva

Vídeo Aurélio Vasques

Uma encomenda Fábrica das Artes / CCB (2014)

 

duração 40 min.

lotação 80 pax 

Stage One produção executiva e difusão