π_ANO PRE·CAU·TION PER·CU·SSION ON SHORT CIRCUIT

de Simão Costa Categoria: Música | Público: público em geral

Sinopse

YOU LISTEN WHAT I HEAR

These are the words of the pianist:

“You listen what I hear”, he says, because the microfones were placed inside his head.

You are the pianist’s ears!

Imagine yourself sitting in front of the keyboard, as if you were the piano player, and listen.

The small gestures, the intimate sounds of the performance, all the details, it’s you creating them.

Now, even without moving from your seat, you can travel anywhere.

Inside the pianist’s head, and beyond...

Info

Para mais informações sobre este projeto, por favor contactar:

π_Ano: Simão Costa (simao_costa@maosimmao.com)

 

O compositor e pianista Simão Costa (também investigador das presentes conexões entre arte, ciência e tecnologia) é um exemplo particular de fetichista. O objeto do seu desejo é o piano: evidente no que faz está o amor pelo som e pelas gramáticas musicais que foram desenvolvidas ao longo destes três últimos séculos para o instrumento inventado por Bartolomeo Cristofori.

Todas se intersectam em π_ANO PRE·CAU·TION PER·CU·SSION ON SHORT CIRCUIT, vindas da tradição clássica, das explorações experimentais do teclado branco-e-negro e das cordas no interior e até do jazz e da música improvisada. Para ele, e tal como acontece com todos os demais fetichistas, isso não é suficiente: a imaginação de Costa quer levar o piano até aos limites e mais além, mesmo que tal signifique uma transfiguração radical da sua natureza e dos seus propósitos. Utiliza o computador seja para uma difusão, e uma perceção, distinta dos sons produzidos, como para o processamento destes em tempo real, por meio de granulação e síntese.

O resultado: muitas vezes em simultâneo, um regresso à mais primária das abordagens musicais, a percussiva, e a transformação do piano num dispositivo eletroacústico sofisticado do Séc. XXI. Preparações à maneira de John Cage e o tipo de fraseado flutuante e não-linear que ouvimos nas composições de Morton Feldman coexistem com síncopes rítmicas repetidas, como se Thelonious Monk e Steve Reich fossem a mesma pessoa, e com o tipo de atmosferas que Brian Eno e Alvin Lucier poderiam fazer se trabalhassem em conjunto. Tudo isto se realiza com um ouvido clínico. Imaginamos Simão Costa numa mesa de disseção, abrindo órgãos humanos para verificar como funcionam e, precisamente, quando estão a funcionar.

Ficha Artística

Composição e interpretação Simão Costa

duração 50 min. (aproximadamente)

Stage One produção executiva e difusão